O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi criado em 1973, por determinação do Ministério da Saúde, e tornou-se um exemplo internacional de políticas públicas. Hoje, o programa oferece gratuitamente mais de 300 milhões de doses anuais distribuídas em vacinas, soros e imunoglobulinas, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Suas campanhas de vacinação erradicaram doenças contagiosas que mataram milhares de pessoas no Brasil, como a poliomielite e a varíola. Além de promover o controle do sarampo, rubéola, tétano e várias outras enfermidades, resultando na contenção de incidências e mortes.   

A cobertura vacinal detém um papel extremamente significativo na manutenção da saúde. Ela é responsável por aumentar a expectativa de vida da população e auxiliar o envelhecimento saudável. Ainda existem diversas patologias e doenças infecciosas em circulação que podem ser prevenidas. Por isso, mesmo com a pandemia, é crucial que as pessoas continuem aderindo aos serviços de imunização, com o objetivo de prevenir possíveis surtos. 

Consequências da não-vacinação

O Ministério da Saúde alerta para a importância de educar as novas gerações, pois elas, por terem sido vacinadas, não vivenciaram as consequências de várias enfermidades que hoje já possuem imunização, frequentemente não se preocupando com elas. Um dos exemplos é o sarampo, cuja vacina é disponibilizada gratuitamente pela rede pública de saúde, e, mesmo assim, voltou a somar números preocupantes de casos em algumas regiões do país.

A não-vacinação pode significar o retorno de doenças e acarretar sérios problemas de saúde pública. Nos cenários onde grande parte da população deixou de ser vacinada, existe o aumento da circulação de agentes infecciosos que, a longo prazo, prejudicam a saúde daqueles que não podem ser imunizados por questões de risco. Quando isso ocorre, as sequelas atingem a sociedade como um todo, não apenas quem escolheu abrir mão das vacinas. 

Benefícios que vão além da saúde

O benefício da vacinação não fica restrito à saúde, seus impactos positivos são perceptíveis a nível social e econômico. Em casos graves, uma pessoa doente precisa interromper a rotina de trabalho e acaba dependendo de auxílios do governo, ou, até mesmo, sem fonte de renda nenhuma. Surtos de doenças contagiosas também podem impactar outras áreas, como é o caso do turismo. Situações assim são capazes de afetar a reputação internacional do país, afastando turistas e investidores.

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