Trump suspende repasses para a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Donald Trump acusa a organização de ter favorecido a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (14) que o país não vai mais contribuir financeiramente com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, ele acusou a China de omitir informações sobre a real situação do vírus e afirmou que a OMS foi conivente. 

Donald Trump disse que a organização foi negligente e cometeu erros fatais ao não ter avaliado corretamente o surto do novo coronavírus assim que ele começou na cidade de Wuhan. De acordo com ele, se a OMS tivesse enviado médicos para conferir a situação e denunciar a falta de transparência da China, a epidemia teria sido contida ainda no início e com poucas mortes. 

Ainda ontem, o diretor-geral da organização declarou que o foco principal sempre foi parar a epidemia. Tedros Adhanom utilizou sua conta na rede social Twitter para afirmar que não há tempo a perder na luta contra o Covid-19. Os EUA são os maiores financiadores da organização no mundo, tendo direcionado 400 milhões de dólares para a OMS em 2019.

A decisão de Trump recebeu rapidamente uma série de críticas. O secretário-geral das Nações Unidas declarou que esse é um momento de “união na batalha global para reverter a pandemia de Covis-19”. António Guterres também falou que esse não é o momento para cortar recursos da OMS. Diversas autoridades mundiais também se posicionaram contra a decisão de Trump, incluindo o chefe de política externa da União Europeia, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha e a primeira-ministra da Nova Zelândia. 

O empresário Bill Gates afirmou através de sua conta no Twitter que cortar o financiamento da OMS durante uma crise mundial de saúde é perigoso e que o mundo precisa da organização mais do que nunca. A Fundação Bill & Melinda Gates é a segunda maior financiadora da OMS. 

Atualmente, os EUA é o país com a maior quantidade de casos confirmados. São mais de 600 mil infectados e 30 mil óbitos.

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