Os coágulos são respostas naturais do nosso corpo para lidar com qualquer sangramento. Em casos de corte ou ferimentos, ocorre o processo biológico conhecido como coagulação sanguínea, responsável por interromper a perda de sangue. Contudo, o procedimento pode sofrer alterações e formar coágulos em locais onde não há sangramento. 

A trombose é causada pelo processo de formação de coágulos, parciais ou totais, nas veias e artérias. Quando isso acontece, a passagem do sangue na região fica obstruída e, se não for realizado o tratamento correto, a trombose pode evoluir para uma série de complicações, até mesmo levando à morte. 

Existem dois tipos da doença. A trombose venosa profunda (TVP) é a mais comum e ocorre quando o coágulo de sangue bloqueia alguma veia localizada na parte inferior do corpo. O tipo venoso também pode provocar a embolia pulmonar, doença caracterizada pelo bloqueio de uma ou mais artérias dos pulmões. A trombose arterial corresponde ao bloqueio total de uma das artérias pelo coágulo de sangue, ela costuma ser mais grave e é capaz de ocasionar infartos ou acidente vascular cerebral (AVC).   

Sintomas e fatores de risco

Identificar uma possível trombose não é simples, pois, em muitos casos, a doença não apresenta sintomas. Diante disso, torna-se fundamental prestar atenção aos sinais que o corpo pode manifestar, são eles: inchaços que surgem no local de formação do coágulo, presença de coloração azulada ou avermelhada na pele, sensação constante de que a região está “esquentando”, dores pontuais e rigidez da musculatura. Outras sinalizações que merecem atenção, incluem dor no peito, fraqueza de um dos lados do corpo e mudança repentina do estado mental.  

Diversos fatores ou comportamentos colaboram para o desenvolvimento da trombose, estão inclusos a predisposição genética, uso de anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal, surgimento de varizes e realização frequente de atividades que exigem ficar sentado ou deitado por longos períodos. Quem possui doenças pré-existentes, como hipertensão, diabetes, aterosclerose, colesterol alto e obesidade, assim como mulheres grávidas ou pessoas em período pós-operatório, também precisam ficar atentos e visitar especialistas frequentemente. 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da trombose inicia com a realização de um exame clínico no paciente que apresentar os sintomas da doença ou alguns dos fatores de risco. Uma série de exames podem ser solicitados para confirmar a presença de trombose, os mais comuns são a ultrassonografia com doppler e os exames de sangue. 

No caso de um diagnóstico positivo, o tratamento do paciente é realizado em ambiente hospitalar, através da aplicação de medicamentos anticoagulantes por via endovenosa. O objetivo é diminuir a viscosidade do sangue para que seja possível dissolver o coágulo, melhorar a fluidez sanguínea e prevenir complicações ou formação de novos trombos.  

As medidas de prevenção são muito importantes e devem ser seguidas por qualquer pessoa. Mudanças de comportamento com a finalidade de ter uma vida mais saudável, como a prática de exercícios físicos, alimentação balanceada e o abandono do cigarro e das bebidas alcoólicas são as formas principais de evitar o desenvolvimento da doença.  

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