A data de hoje, 3 de junho, foi escolhida para celebrar o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025 o número de crianças com um grande acúmulo de gordura no corpo pode chegar a 75 milhões. Apesar da genética ser responsável por 70% das causas de obesidade, vários outros fatores e hábitos podem contribuir para essa condição.

O parâmetro mais comum usado para diagnosticar uma pessoa adulta obesa, é observar se o Índice de Massa Corporal (IMC) dela ultrapassa o número 30, ou seja, quando a divisão do peso pela altura do indivíduo elevada ao quadrado supera esse valor. Em conjunto, a medição da circunferência abdominal não deve estar acima de 88cm para mulheres e 102cm para homens. A obesidade mórbida é o excesso extremo de gordura corporal, capaz de acentuar o risco de doenças. Ela é geralmente indicada pelo IMC superior a 40. 

O estilo de vida das gerações atuais é um dos maiores culpados pelo aumento no índice de obesidade, principalmente com a alimentação industrializada tomando conta de boa parte das dietas brasileiras. As refeições e lanches que antes eram preparadas em casa, de maneira mais saudável, foram substituídas por salgadinhos, bolachas recheadas, comidas congeladas, entre outros produtos de baixa qualidade nutricional. O perigo desses alimentos está na grande concentração de açúcar, sódio e conservantes, conhecidos por serem prejudiciais à saúde. 

Além disso, os celulares e computadores passaram a ocupar um tempo que, há alguns anos atrás, as crianças gastavam com diversas brincadeiras envolvendo esforço físico. No Brasil, uma em cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Os dados publicados em 2019 são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eles apontam que 9,38% das crianças brasileiras são obesas e 5,22% apresenta obesidade grave

Consequências na vida adulta

Um indivíduo obeso na idade pré-escolar tem 30% de chance de virar um adulto acima do peso. Esse número sobe para 50% caso ele entre na adolescência gordo. Especialistas alertam que um adulto obeso, nesta condição desde que era criança, pode acabar tendo uma vida mais curta. 

Alguns dos perigos gerados pelo excesso de gordura corporal, incluem o desenvolvimento de doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto e complicações cardiovasculares, que em certos casos podem surgir ainda na infância. Além disso, a obesidade pode aumentar os riscos de problemas ortopédicos e alterações respiratórias.  

Sedentarismo causado pela pandemia

De uma hora para a outra, as crianças tiveram suas rotinas completamente modificadas pela pandemia que acarretou na paralisação de diversos estabelecimentos, incluindo as instituições de educação. Não é uma tarefa simples abrir a mente dos pequenos e tentar utilizar diferentes abordagens para que eles adotem hábitos mais saudáveis naturalmente. Tanto agora quanto no cotidiano normal, a união dos familiares e responsáveis é muito importante. Os mais velhos precisam estimular o consumo de alimentos mais saudáveis e participar das orientações, dando um bom exemplo.

O Brasil já estava perto de se tornar um dos países com a população mais sedentária do mundo antes do isolamento social, atualmente ocupando a 5ª posição do ranking mundial, segundo a OMS. A alternativa proposta pelos especialistas é encarar essa situação como uma oportunidade de incentivar brincadeiras e convidar as crianças para executar atividades que gastem energia.

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