O que são os alimentos popularmente conhecidos como “remosos”?

Segundo as crenças populares, eles são capazes de dificultar o processo inflamatório

Após determinadas situações, como fazer uma tatuagem, colocar um piercing, realizar uma cirurgia ou sofrer algum ferimento, é comum ouvirmos pessoas próximas indicando a restrição de alimentos “remosos” (ou reimosos) durante um tempo. O termo, usado com mais frequência no vocabulário da população amazônica e por moradores da região Nordeste, não é científico e baseia as afirmações em conhecimentos populares. 

Regularmente, a classificação refere-se aos alimentos que são prejudiciais para o sangue e causadores de reações alérgicas, como coceira e diarreia. Apesar da falta de evidências científicas e estudos acerca da atuação desses alimentos, até mesmo profissionais da saúde usualmente difundem essas recomendações. Aliás, a expressão “remoso” também pode ser usada para rotular pessoas mal-humoradas ou geniosas.

Como identificar as comidas remosas?

Por se tratar de um conceito sem base científica sólida, as definições a respeito dos alimentos e dos distúrbios relacionados podem variar. Determinados grupos acreditam que os remosos são alimentos que ocasionam infecções, outros consideram que tratam-se de comidas altamente alergênicas, ainda há quem afirme que essa alimentação gera problemas no sangue. 

A lista da “categoria” de alimentos remosos normalmente inclui: carne de porco e derivados, camarão, caranguejo, qualquer tipo de embutidos ou comidas ultraprocessadas (fast food e congelados) e outros mantimentos gordurosos. Na opinião de algumas pessoas, comidas tal qual a feijoada, frituras, doces, bebidas alcoólicas e refrigerantes também se encaixam na classificação, que pode englobar até mesmo algumas frutas.  

Riscos do consumo desmoderado

O perigo dessas comidas encontra-se na imensa quantidade de gordura animal, gordura hidrogenada ou proteína que elas possuem, o que também faz com que sejam conhecidas como “alimentos carregados”. De acordo com a crença popular, a ingestão deles é capaz de atrapalhar a cicatrização, facilitar o surgimento de inflamações ou piorar uma situação já existente. 

Entretanto, esses não são os únicos riscos que corremos ao consumir demasiadamente alimentos remosos. Crença popular ou não, é melhor consumi-los com moderação de qualquer forma, já que a ingestão em excesso pode, comprovadamente, acarretar em distúrbios como obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Assim como, altamente capazes de ocasionar reações alérgicas. Por tratarem-se de comidas extremamente gordurosas, sua digestão é muito difícil. 

Alimentos que auxiliam na cicatrização

Sabemos que consumir os alimentos remosos pode ser bastante prejudicial. A cicatrização depende de um conjunto de fatores, que envolve comportamentos, genética e alimentação. Contudo, existem diversos mantimentos capazes de ajudar a acelerar o processo, como os antioxidantes e os alimentos ricos em ômega-3. Os especialistas indicam evitar refrigerantes e outras bebidas com altos níveis de açúcar, ter uma rotina de sono regulada e manter-se sempre hidratado.

Adotar uma dieta balanceada é demasiadamente importante para qualquer pessoa que deseja viver com saúde, mas fica ainda mais essencial após qualquer procedimento cirúrgico. Por isso, aconselha-se seguir rigorosamente a dieta indicada pelos médicos. 

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