A ideia de um método alimentar que propõe a execução regular de jejum, conhecido popularmente como “jejum intermitente”, vai muito além do emagrecimento e dos objetivos estéticos. A prática, que ganhou cada vez mais adeptos nos últimos anos, proporciona vitalidade e melhor capacidade física a longo prazo quando corretamente executado. Ainda encarado com ceticismo, o jejum intermitente caminha para o lado oposto das refeições de três em três horas.

O que é?

O responsável pela popularização do jejum intermitente foi Michael Mosley, professor de neurociência na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. No ano de 2013, ele publicou o livro “The Fast Diet” (em português “A dieta dos 2 dias”) que rapidamente entrou na lista de mais vendidos dos Estados Unidos. No livro, o neurocientista propõe a execução do protocolo 5:2 (dois dias de jejum e cinco dias de alimentação liberada), tornando-se o mais famoso entre as opções do tipo. 

Em resumo, o plano alimentar consiste em longos períodos sem consumir quase nada. A maioria dos líquidos também não podem ser ingeridos, apenas água, chá e café (sem açúcar) estão liberados. Fora do jejum, praticamente qualquer alimento é permitido. O hábito de jejuar para perder peso já foi adotado por muitos nomes conhecidos, como Gwyneth Paltrow, Vanessa Hudgens e Jennifer Aniston.

Como funciona

Existem diversas vertentes do jejum intermitente, as mais conhecidas são o jejum em dias alternados – um dia de alimentação normal e outro de jejum; o protocolo 5:2 – dois dias de jejum e cinco dias de alimentação normal (sem exageros); e o jejum diário, com redução calórica nos períodos de consumo normal. Normalmente, as janelas alimentares duram entre 8, 12 ou 16 horas por dia, procurando aproveitar as horas de sono. 

O que deve ser consumido durante esse período varia de pessoa para pessoa. Por isso, quando diante de tantas opções diferentes, é difícil analisar as evidências científicas de forma generalizada e afirmar se o método é eficiente ou não. Os sintomas iniciais duram cerca de um mês e podem incluir fome, falta de concentração, ansiedade e irritação. 

Benefícios do jejum intermitente

O método promove aumento da expectativa de vida e auxilia na recuperação de quem sofre com doenças metabólicas ou problemas cardiovasculares, sendo capaz de influenciar no controle da glicemia e da pressão arterial. Além disso, o jejum intermitente ajuda na perda de peso e na diminuição dos radicais livres, assim como auxilia nos processos inflamatórios. Alguns estudos indicam até mesmo capacidade anticancerígena. 

Quando jejuamos, nosso organismo quebra os triglicerídeos (forma de gordura acumulada após refeições) e utiliza-os como fonte energética para manter o corpo funcionando normalmente. Os processos necessários para que isso ocorra iniciam-se entre 8 e 12 horas após a última ingestão calórica.

Perigos da prática incorreta

A execução desse plano alimentar deve ser planejada. Todas as necessidades nutricionais precisam ser satisfeitas, mas a metodologia diferente do jejum intermitente é capaz de tornar difícil a alimentação correta, fazendo com que o indivíduo não consuma nutrientes o suficiente. Também é uma dieta relativamente difícil de ser mantida, pois os horários devem ser praticados com precisão e nem sempre temos como fugir de certos eventos ou tentações.

Nos dias de consumo normal, o indivíduo precisa garantir que o corpo vai receber todas as calorias necessárias para funcionar, sob o risco de apresentar deficiência de nutrientes ou desenvolver transtornos alimentares, além de outros problemas como mau hálito e metabolismo lento. Existe também o risco de abandonar a dieta e acabar engordando todos os quilos novamente, consequência que é conhecida como efeito sanfona. 

Dicas para aderir ao método

Primeiramente, é essencial sempre consultar um profissional de saúde adequado, como um nutricionista ou nutrólogo, antes de adotar qualquer método alimentar drasticamente diferente. No início, é preciso avaliar se essa metodologia encaixa-se na rotina que tem sido levada. O ideal é começar a prática do jejum intermitente de maneira gradual, aumentando aos pouco os períodos sem se alimentar. Nesse programa alimentar, tudo vai depender das características e objetivos pessoais. 

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