Falsos saudáveis: alimentos que na verdade são danosos para a saúde

Esteja atento ao sinais para fugir destes produtos

Executar uma mudança na forma de se alimentar frequentemente começa através da substituição de certos itens na lista de supermercado. Contudo, nem sempre os alimentos posicionados nas prateleiras da sessão saudável são as melhores opções. Uma grande parte deles é altamente industrializada, mas acaba sendo “maquiada” pelas marcas que desejam torná-los parte essencial das dietas. 

Para ser considerada uma comida “light”, o alimento em questão deve conter baixo teor de algum nutriente específico, como sódio, gorduras, açúcar ou outras substâncias. Ainda assim, não são automaticamente saudáveis. Eles geralmente contam com a adição de corantes, conservantes e elementos que não são benéficos para o organismo, podendo até mesmo dificultar o processo de digestão. E, mesmo que tenham menos calorias, ainda podem estar cheios de gorduras ou sódio.

A “boa fama” desses produtos é resultados de propagandas enganosas e da determinação de empresas alimentícias em vender certos produtos como se fossem saudáveis. Por isso, estes alimentos super processados são perigosos e devem ser evitados por todos, não apenas quem busca perder peso.

Quais são eles?

A lista é extensa e varia de acordo com o seu objetivo, seja ele emagrecer ou apenas ter uma rotina alimentar mais positiva. Quando falamos de alternativas rápidas para períodos de dietas, um dos alimentos mais conhecidos é, com certeza, a barrinha de cereal. Porém, algumas marcas e sabores podem conter mais açúcar que uma barra de chocolate.

Os biscoitos, pães e outros produtos classificados como integrais, também podem ser prejudiciais. Em 2016, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) constatou, através de uma pesquisa com 14 biscoitos portando a classificação “integral” no rótulo, que apenas 3 destes realmente incluíam farinha integral ou cereais integrais como principal ingrediente. Ainda segundo o estudo, nenhum dos 14 produtos apresentou alto teor de fibras. 

Quanto às bebidas, os especialistas indicam fugir das águas com aroma levemente gaseificadas e dos refrigerantes zero açúcar, que contam com aditivos químicos e excesso de sódio para manter a bebida com um sabor mais agradável. Lembre-se que os sucos de caixa também não são boas alternativas, pois podem conter mais açúcar que os refrigerantes normais. 

Da mesma forma, aconselha-se prestar muita atenção no rótulo de adoçantes artificiais, que podem fazer mal à saúde dependendo das substâncias contidas; peito de peru, por ser um embutido com alto teor de sal e gordura; e do iogurte, especialmente aqueles que afirmam não ter gorduras, mas acrescentam edulcorantes artificiais e açúcares para compensar o gosto. 

Como identificar os falsos saudáveis?

Os nutricionistas alertam que é extremamente importante prestar atenção nos ingredientes utilizados e entender cada elemento que estamos consumindo. As informações nutricionais contidas no rótulo muitas vezes são confusas, por isso, devemos pesquisar um pouco mais sobre o que significam determinadas substâncias. 

Atualmente, qualquer alimento no Brasil pode contar com a classificação integral, pois não existe uma legislação reguladora sobre isso no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou este ano uma consulta pública para definir as condições de uso do termo “integral” nos rótulos de alimentos à base de cereais, amido, farinhas e farelos. A proposta apresentada pela agência restringe o uso do termo apenas para produtos que possuem no mínimo 30% dos ingredientes integrais, com a quantidade destes sendo maior que a de ingredientes refinados. O objetivo da iniciativa é garantir a informação do consumidor. 

Substituições

A facilidade e praticidade dos industrializados pode ser sedutora, mas o segredo é priorizar os alimentos feitos em casa que apresentem benefícios verdadeiros. Na prática, a melhor opção é escolher alimentos naturais ou orgânicos e limitar a quantidade de comidas processadas que ingerimos. No caso dos alimentos integrais, escolha os produtos que apresentam componentes integrais no topo da lista de ingredientes existente no rótulo. 

Nos momentos de correria, quando fica mais difícil elaborar lanches caseiros, as alternativas podem ser as frutas desidratadas (como banana, ameixa e maçã), pois são nutritivas e fáceis de serem armazenadas, ou as sementes oleaginosas (amêndoas, nozes e castanhas), ambas devem ser sempre consumidas com moderação. Algumas barrinhas contendo cereais e frutas secas, cuja composição apresenta esses ingredientes primeiro, também são boas opções.

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