O Instituto Nacional de Saúde Italiano (ISS) encontrou evidências genéticas do novo coronavírus em amostras de água coletadas nas cidades de Milão e Turim no dia 18 de dezembro. As autoridades chinesas confirmaram os primeiros casos no fim do mesmo mês. Antes da pesquisa, o primeiro infectado oficial na Itália foi encontrado em meados de fevereiro e o total de mortos no país até o momento é 34.514. 

Os cientistas do instituto analisaram 40 amostras de esgoto coletadas em estações de tratamento no norte da Itália, entre outubro de 2019 e fevereiro deste ano. Os resultados de outubro e novembro deram negativos para a presença do coronavírus. De acordo com Giuseppina La Rosa, integrante da pesquisa, esses achados contribuem para que seja possível traçar o “caminho” do vírus na Itália, mesmo não existindo confirmação desses casos como x.

Indícios parecidos em outros países 

A conclusão do estudo é mais um indicativo de que o SARS-Cov-2 estava circulando pelo mundo bem antes do que era imaginado. Outros países divulgaram constatações semelhantes e a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda serão descobertos muitos casos de períodos anteriores às primeiras confirmações. 

Mulher andando de bicicleta em Paris

No mês passado, um médico na França decidiu testar mais uma vez amostras de pacientes que apresentaram os mesmos sintomas da Covid-19 em dezembro do ano passado e janeiro. No total, 14 amostragens foram retestadas e uma revelou a presença do coronavírus. O paciente em questão não fazia ideia de como poderia ter contraído o vírus, pois não realizou nenhuma viagem internacional. Levando em consideração o tempo médio de incubação do vírus, acredita-se que o homem contraiu a doença entre 14 e 22 de dezembro. 

Uma autópsia realizada em abril na Califórnia, Estados Unidos, revelou que a primeira morte por Covid-19 no país aconteceu semanas antes que o primeiro caso fosse confirmado. Pesquisadores na Espanha também encontraram evidências genéticas do coronavírus na água coletada em janeiro na cidade de Barcelona, mais de um mês antes do primeiro infectado oficial.

Atualmente, vários países estão usando técnicas parecidas com a do instituto de saúde italiano para verificar se havia presença do vírus antes das infecções clinicamente confirmadas. As autoridades da China vêm negando diversas acusações de que o país escondeu dados sobre o coronavírus, assim como a verdadeira data de descoberta da doença e sua intensidade. 

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