Dia Nacional do Musicoterapeuta: diretora da Associação de Musicoterapia do Pará fala sobre a profissão

AMT-PA foi criada em 2015 com o objetivo de representar e formalizar a atuação da Musicoterapia no Estado do Pará e outros estados da Região Norte

Hoje (15) comemora-se o Dia Nacional do Musicoterapeuta. A musicoterapia é uma profissão estabelecida no campo da saúde que utiliza a música e seus elementos para tratar necessidades físicas, emocionais, cognitivas e sociais de indivíduos em qualquer idade. Desta forma, a terapia potencializa aspectos saudáveis do desenvolvimento humano e reabilita funções que estejam comprometendo algum aspecto desse progresso. O processo atua na saúde mental, na reabilitação motora, assim como no tratamento dos mais diversos tipos de transtornos e síndromes.

Para aderir à musicoterapia não é preciso saber tocar algum instrumento, apenas ter uma boa relação com a música. Entretanto, nem todo contato com os elementos musicais representa a concretização deste processo terapêutico. A musicoterapia inclui paciente, musicoterapeuta (terapeuta habilitado em curso específico de graduação ou pós-graduação) e uma experiência musical com objetivos previamente definidos.

Associação de Musicoterapia do Pará

A musicoterapeuta clínica e hospitalar, Patrícia Costa (CPMT-PA 012/16), é a atual presidente da Associação de Musicoterapia do Pará (AMT-PA). A associação é a entidade representativa dos profissionais musicoterapeutas do Norte do Brasil e tem como finalidade representar e defender os interesses em nível regional dos musicoterapeutas; promover a representação, a defesa e a disciplina dos musicoterapeutas no Norte, bem como certificar para atuação profissional e inserir a Musicoterapia nas discussões de diferentes políticas públicas, dentre outros. 

A AMT-PA foi criada em 2015 com o objetivo de representar e formalizar a atuação da Musicoterapia no Estado do Pará e outros estados da Região Norte que ainda permaneciam sem associação. No site da AMT-PA é possível encontrar diversas informações sobre a musicoterapia e, também, a lista de profissionais habilitados para exercer a profissão na localidade. 

Eventualmente, a AMT-PA participa em alguns eventos de universidades na cidade de Belém, realizando vivências em grupo de musicoterapia para algumas crianças, jovens e adultos, com o intuito de divulgar e promover essa forma de intervenção. O Encontro de Musicoterapia do Pará – ENMTPA é realizado anualmente pela associação e já teve 3 edições no estado. Os eventos são abertos ao público em geral – profissionais e estudantes da área da saúde, pais e responsáveis – com exceção dos cursos específicos para o musicoterapeuta.

Formas de atuação

A musicoterapia ocorre quando existe a presença de um processo terapêutico conduzido por um profissional musicoterapeuta. “A técnica busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que esta pessoa alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento”, explica a diretora da AMT-PA. 

O principal objetivo do musicoterapeuta é ajudar o paciente a engajar-se ou relacionar-se com a música por meio da relação terapeuta-paciente, a fim de alcançar objetivos terapêuticos musicais e não musicais, que serão estabelecidos de acordo com a demanda de cada pessoa atendida. “Essa demanda é definida através de protocolos de avaliação e anamnese com o paciente”, esclarece Patrícia. 

Música como processo terapêutico

A influência musical pode ser diversa e acontece em vários ambientes, ainda que não seja o terapêutico. Por exemplo, quando ouvimos uma canção em casa, ela pode suscitar diferentes emoções dependendo da relações ou experiências que temos com ela. Isso já é uma influência musical, mas não representa um método de musicoterapia. 

“Acredito que a musicoterapia seja uma importante aliada na promoção da saúde ou no tratamento do indivíduo, uma vez que a música como linguagem é a única capaz de acessar todas as zonas cerebrais ao mesmo tempo”, revela a musicoterapeuta. Tudo isso envolve uma série de processos neurofisiológicos e psicológicos que podem ser identificados nas atitudes motoras e cognitivas. 

“A compreensão dessas alterações decorrentes do processamento musical, pode auxiliar no desenvolvimento de intervenções musicoterapêuticas mais adequadas e direcionadas a cada necessidade específica da pessoa atendida”, finaliza Patrícia Costa.

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