Dia Mundial de Combate a Meningite: entenda a doença

A doença foi responsável por infectar 15 mil brasileiros em 2018 e causou mais de 3 mil mortes

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, conhecidas como meninges. Ela afeta toda essa região e dificulta o transporte de oxigênio para as células do corpo. Existem três tipos de meningite: a viral, que é a mais comum, a bacteriana e a fúngica, que ocorrem raramente e são mais perigosas. 

As meningites virais podem ser causadas por diferentes vírus e apresentam sintomas mais leves, que lembram uma gripe ou resfriado. Sua transmissão pode ocorrer via alimentos, água e objetos contaminados. Ela atinge principalmente as crianças de até 5 anos e, quando diagnosticada, é preciso apenas aguardar a recuperação do organismo, sem necessidade de tratamento.

As meningites bacterianas são mais perigosas, pois geralmente ocorrem quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migram até o cérebro, por isso, precisam de tratamento imediato. A transmissão delas é feita pelas vias respiratórias e os sintomas aparecem em pouco tempo, causando febre alta, náusea, dor na cabeça e pescoço, em alguns quadros há também o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo. Nesses casos, a moleira dos bebês fica elevada. 

Diagnóstico, tratamento e prevenção

Os sintomas mais comuns são dores de cabeça e na nuca, rigidez no pescoço, febre, fotossensibilidade e vômito. Nos casos mais sérios, ela pode causar confusão mental, gangrena de pés, pernas, braços e mãos, paralisia e surdez. É extremamente importante observar com atenção a presença desses sintomas em bebês, crianças e idosos. A meningite bacteriana possui uma taxa de morte em torno de 20%. Entre aqueles que conseguem sobreviver, dois em cada dez casos terão sequelas graves.

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica do paciente, pois os sintomas evoluem muito rápido, e no exame do liquor, que é o líquido envolvendo o sistema nervoso, assim identificando qual o agente infeccioso. Quando existe a suspeita de meningite bacteriana, a medicação é iniciada antes mesmo da confirmação por exame laboratorial, pois o risco de sequelas aumenta com o tempo e elas podem ser irreversíveis.  

A melhor forma de se prevenir contra todos os casos de meningite é a vacinação. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza quatro tipos de vacinas contra as principais causas da meningite bacteriana. A primeira dose é recomendada entre os primeiros dois e três meses de vida. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) orienta o público entre 11 e 14 anos a tomar uma dose de reforço. No brasil, a meningite foi responsável por 15 mil infecções em 2018 e causou mais de 3 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde.

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