Cuidados com a hipertensão durante a pandemia

A doença atinge um em cada três brasileiros adultos

A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é um distúrbio que ocorre quando a pressão arterial permanece cronicamente alta. Nesses casos, a força de circulação do sangue pelo corpo, causada pela intensidade de contração do coração e da parede das artérias, é capaz de provocar danos em sua estrutura. 

Essa comorbidade pode elevar os riscos de doenças cardiovasculares, nos rins e cérebro. Suas complicações, como o infarto e acidente vascular cerebral, são as principais causas de morte no Brasil entre doenças não transmissíveis. De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão mata aproximadamente 830 pessoas por dia e 300 mil por ano. Ela também é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais no mundo, conforme dados da OMS. 

Recentemente, a pandemia de Covid-19 tornou-se mais um motivo de preocupação para quem sofre de pressão alta. O aumento de complicações nos hipertensos infectados com o novo coronavírus, fez com que eles entrassem no grupo de risco da doença. Isso acontece porque a hipertensão enfraquece as células de defesa do nosso organismo, dificultando o trabalho do sistema imunológico. Por isso, o vírus consegue se desenvolver e atacar os órgãos mais rapidamente. 

Os principais sintomas são palpitações, tontura, falta de ar e dores de cabeça frequentes. Porém, é essencial a utilização de aparelhos específicos para medir a pressão arterial frequentemente, pois a hipertensão é uma doença silenciosa. A obesidade, estresse, histórico familiar e envelhecimento estão entre as suas principais causas. Hábitos alimentares nada saudáveis, incluindo o consumo exagerado de sal, também estimulam o surgimento da doença. 

O controle do quadro clínico é feito através do uso de medicação anti-hipertensiva continuamente. Os médicos também indicam alguns hábitos simples para controlar ou prevenir a pressão alta, como por exemplo, uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos regularmente. A atividade física, que pode ser realizada mesmo em quarentena, reduz o estresse cardíaco e deixa o coração mais eficiente, fazendo com que o sangue passe pela artéria sem muita resistência. Os especialistas recomendam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. 

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