Coronavírus | Tratamento que utiliza transfusão com sangue de pessoas curadas está em teste no Brasil

Foram autorizados no Brasil os testes clínicos que utilizam o plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do novo coronavírus

Os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, junto com a Universidade de São Paulo, receberam autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para realizar testes utilizando o plasma convalescente de pacientes que conseguiram se recuperar do novo coronavírus. 

A técnica consiste na transferência do plasma sanguíneo coletado de uma pessoa recuperada para o sistema circulatório de um paciente infectado. O plasma é a parte líquida do sangue e corresponde a 55% do volume sanguíneo. Ele é constituído por diversas substâncias dissolvidas, como por exemplo proteínas e sais minerais. A expectativa é de que os anticorpos desenvolvidos contra o vírus também sejam transferidos e ajudem no combate da infecção, assim diminuindo a taxa de mortalidade.

De acordo com o documento de orientação divulgado pela Anvisa, os estudos científicos vêm apresentando resultados promissores, mas ainda não existem evidências científicas conclusivas sobre a eficácia do tratamento. Contudo, o resultado da execução desses testes em outros países foi a redução dos sintomas nos pacientes mais graves. 

Em 2003, pesquisadores chineses utilizaram a técnica de transfusão em 80 pacientes internados no Prince of Wales Hospital, em Hong Kong. Os resultados mostraram que os participantes do estudo tinham maior chance de receberam alta em comparação aos que não receberam transfusão. Atualmente, o mesmo tratamento também vem sendo feito nos Estados Unidos, na Itália e na França.

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