Como a pandemia afetou os relacionamentos amorosos?

Rotina de casais e solteiros precisou passar por adaptações

A pandemia causada pelo novo coronavírus afetou todos os relacionamentos de alguma forma. Familiares não se encontraram, amigos não puderam sair, até mesmo as relações de trabalho precisaram se adaptar ao momento atual. Os casais foram um dos grupos que mais sentiram o impacto, tanto quem não mora com a pessoa amada, quanto quem de repente se viu preso em casa com o parceiro. 

As tecnologias de comunicação foram o meio mais escolhido para preencher o espaço deixado pelo contato físico. Nesse cenário, o uso dos aplicativos de mensagens e redes sociais continua se aprofundando, agora como solução para o isolamento. Assim como é o caso dos encontros e celebrações por chamadas de vídeo. Porém, mesmo com essas atividades proporcionando novas formas de socialização, a falta do convívio é inevitável. 

Rotina dos casais

No mês dos namorados, quem está em um relacionamento vai precisar ter ainda mais criatividade. Apesar da flexibilização da quarentena ter começado, os estabelecimentos que servem bebidas e comidas ainda continuam fechados na maioria dos estados brasileiros, assim como os cinemas, conhecidos por serem opções principais dos casais. Uma alternativa é recriar esses ambiente em casa.

Viver fisicamente distante tem sido um desafio tortuoso para alguns casais. A manifestação de pensamentos, como duvidar de sentimentos e alimentar inseguranças que antes não existiam, podem surgir repentinamente. Sem abraços, beijos ou toques, a conexão mental ganhou o protagonismo e a responsabilidade de sustentar as relações. Os casos que já não iam bem encontraram na pandemia um inimigo fatal. 

Entretanto, o isolamento na presença da pessoa amada não foi poupado dos resultados negativos. A mudança brusca de rotina, somada com a presença constante do outro em casa, formaram uma bomba relógio para os casais. Na China, o número de pedidos de divórcios registrou um recorde após o confinamento.  

Solteiros e o futuro

O grupo dos solteiros foi outro que não escapou dos abalos gerados pela pandemia. A metade da laranja pode ter ficado mais complicada de encontrar, mas não impossível. Aplicativos de relacionamento que permitem conhecer novas pessoas ganharam destaque. O número de “matches” no famoso aplicativo Tinder alcançou recordes diários durante esses meses. Desse momento em diante, as interações continuam no espaço virtual – pelo menos até que os encontros sejam permitidos novamente. 

O questionamento principal é se as pessoas, e o relacionamentos, vão conseguir voltar ao normal quando essa onda passar. Todos estão vivendo uma experiência capaz de mudar a percepção de afeto e reformular antigos conceitos. Quem sabe até mesmo ocasionar a valorização das relações. A certeza dos especialistas é que ninguém vai terminar essa jornada da mesma forma que começou.  

DEIXAR RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Por favor digite seu nome