Comer pouco pode retardar o envelhecimento

Um estudo publicado na revista Cell comprovou que uma dieta com leve restrição de calorias estimula a produção de sulfeto de hidrogênio, responsável pelo efeito protetor sobre partes fundamentais das células. Porém, é claro que os cientistas não estão falando de uma restrição que possa um dia gerar subnutrição.

A equipe de cientistas da Escola de Saúde Pública de Harvard (HSPH) chegou a esta conclusão depois de identificar em ratos um mecanismo molecular fundamental que pode esclarecer o motivo desse aumento nos anos de vida. Os cientistas reiteram que o resultado desse tratamento ainda não foi comprovado em humanos. 

Um dos efeitos positivos da restrição calórica que foi percebido pelos pesquisadores é a proteção das mitocôndrias, organelas complexas responsáveis pela maior parte do processo de respiração celular. É aqui que entra o sulfeto de hidrogênio (H2S): ele é essencial para a proteção desses componentes. 

Durante os estudos, observou-se que ao restringir dois aminoácidos da alimentação (a metionina e a cisteína) a produção de H2S é elevada, gerando redução nos danos que acontecem quando o fluxo de sangue é interrompido, seja durante o transplante de órgãos ou por causa de um derrame cerebral. 

Ao redor do mundo existem locais com recomendações de vida parecidas, como é o caso dos japoneses de Okinawa, na China, onde existe o “Hara Hachi Bu”, a crença de que só devemos comer até nos sentirmos no máximo 80% cheios. E, ao contrário do que imaginamos, isso não se trata de uma dieta: tem muito mais a ver com a qualidade do que é consumido do que a quantidade. Os adeptos dessa crença comem bem devagar e em recipientes menores. 

Os pesquisadores afirmam que ainda são necessários mais experimentos para entender quais são verdadeiramente os benefícios dessa dieta restritivas, porém, eles garantem que suas descobertas podem proporcionar uma diferente perspectiva em relação aos esforços terapêuticos no combate às doenças humanas e o envelhecimento.

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