Cápsula de ventilação que evita a intubação precoce é desenvolvida em Manaus

“Cápsula Vanessa” é uma estrutura que proporciona apoio respiratório de forma não invasiva

A cápsula de ventilação é uma tecnologia desenvolvida pela Rede Samel e o Instituto Transire, em Manaus, para diminuir a necessidade de intubação e facilitar o tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19, oferecendo apoio respiratório não invasivo. Ela foi denominada “Cápsula Vanessa” em homenagem a uma paciente que conseguiu se recuperar com ajuda da estrutura. Os desenvolvedores acreditam que ela é a melhor opção para diminuir a sobrecarga do sistema de saúde. 

O sistema possui uma produção de baixo custo que pode ser facilmente executada em grande escala. A armação é formada por canos de PVC e revestida com vinil transparente, possibilitando um fácil manuseio e higienização. Também inclui aberturas com zíper, por onde os profissionais podem efetuar as atividades necessárias sem contato direto com o paciente, diminuindo os riscos de contaminação da equipe médica. 

A cápsula de ventilação envolve o paciente da cabeça até a cintura. O exaustor é fixado na armação através de uma base de acrílico e trabalha junto com um compressor de ar tipo BiPAP e um filtro tipo HMED, controlando a temperatura e umidade do oxigênio com ação antibacteriana e antiviral. O filtro impede a liberação de ar contaminado, produzindo uma pressão negativa dentro da cápsula. O site da Samel disponibilizou um documento com instruções para construção da estrutura

O atual ministro da Saúde, Nelson Teich, visitou o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, em Manaus, na última segunda-feira (4) para conhecer de perto o funcionamento da Cápsula Vanessa. Teich se reuniu com o prefeito da capital, Arthur Virgílio, com a finalidade de discutir as medidas de combate contra o novo coronavírus. O ministro anunciou que um grupo do Ministério da Saúde está programado para viajar até a cidade e avaliar os benefícios do método. 

Essa terapia de respiração é um procedimento diferente daquele que vem sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A cápsula ainda não foi avaliada e não possui estudos publicados em nenhuma revista científica. A estrutura também não foi submetida a testes em laboratórios e, por isso, não possui evidências científicas. 

Até o momento, 113 pacientes com Covid-19 receberam alta do hospital de campanha municipal Gilberto Novaes utilizando a tecnologia desenvolvida pela Samel, maior rede privada de hospitais do Amazonas. O Pará recebeu nesta quarta-feira (6), diretamente de Manaus, 50 cápsulas de ventilação para auxiliar no tratamento dos pacientes com infectados pelo coronavírus no estado.

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