Bancos de Leite Materno: o que são e como funcionam?

Os Bancos de Leite Humano são instituições responsáveis por fornecer alimento para os bebês prematuros que estão internados e, por algum motivo, não podem ser amamentados pelas próprias mães. As doações são capazes de salvar a vida das crianças recém-nascidas que encontram-se abaixo do peso nas Unidades Neonatais brasileiras. No Brasil, pelo menos 150 mil litros de leite materno são coletados, preparados e distribuídos todos os anos. Um único litro consegue nutrir até 10 recém-nascidos todos os dias. 

Importância do leite materno 

Durante os primeiros seis meses de vida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo. O leite materno faz com que os bebês cresçam com saúde e fiquem protegidos de infecções, diarreias e alergias, além de significar maiores chances de recuperação para os prematuros (proporciona redução da mortalidade em crianças menores de 5 anos em pelo menos 13%) e diminuir o risco da criança desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Todos os anos, aproximadamente 330 mil crianças nascem prematuras ou têm baixo peso e precisam da doação de leite materno para sobreviver.

Rede Global de Bancos de Leite Humano

A Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) surgiu como ação estratégica da Política Nacional de Aleitamento Materno. De acordo com a OMS, a rede brasileira é a maior e mais complexa do mundo. A ação foi criada pelo Ministério da Saúde em 1998 para estimular e proteger o aleitamento materno, com o objetivo de diminuir a taxa de mortalidade infantil. 

A rede é responsável por coletar, processar e controlar a qualidade do leite produzido nos primeiros dias após o parto (chamado de colostro), do leite de transição e do leite humano maduro, para posterior distribuição sob prescrição do médico ou nutricionista. São 224 Bancos de Leite Humano distribuídos em todos os estados do território nacional e 214 postos de coleta de leite humano.

Quem pode doar?

Segundo o Ministério da Saúde, toda mulher que esteja amamentando é uma doadora em potencial, desde que esteja saudável e sem utilizar qualquer medicamento capaz de afetar a amamentação. O primeiro passo antes da coleta é realizar os cuidados de higiene pessoais e nos recipientes que irão guardar o alimento. Em um local seguro e tranquilo, retire cuidadosamente o leite. Posteriormente, guarde-o e armazene-o de forma correta. O pote não precisa estar cheio para ser levado ao Banco de Leite Humano. Quanto mais uma mulher amamenta, mais leite ela irá produzir.

Como coletar o leite para doação?

O frasco usado para guardar o leite deve ser de vidro, com uma boca larga e tampa de plástico. Após retirar o rótulo e qualquer papel que exista no recipiente ou na tampa, coloque ambos em um panela que esteja com água suficiente para cobri-los. Quando o líquido começar a ferver, aguarde 15 minutos antes de desligar o fogo. Deixe-os com a abertura para baixo sobre um pano limpo até secar completamente e sempre manuseie o recipiente sem tocar na parte interna. 

Primeiramente, higienize bem as mãos e os braços até o cotovelo com água e sabão. Lave as mamas apenas com água e seque-se com uma toalha limpa. No momento da coleta, evite conversar e use uma touca ou lenço para cobrir os cabelos, também cobrindo o nariz e boca com uma máscara ou fralda de pano. O local deve estar limpo e oferecer tranquilidade. Para mais informações acesse o site do Ministério da Saúde ou entre em contato com o Banco de Leite mais próximo e se informar sobre o funcionamento do local

Como ocorre a doação e o armazenamento?

As mulheres que estão em fase lactante e desejam doar podem fazê-lo independente da produção diária, pois qualquer quantidade doada faz diferença. Em determinados casos, apenas 1 ml de leite materno já é capaz de nutrir um bebê prematuro a cada janela de alimentação, dependendo do peso que ele possui. O alimento coletado é analisado, pasteurizado (processo realizado em alimentos para destruir microorganismos que podem ser prejudiciais) e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ministrado aos recém-nascidos das Unidades Neonatais.

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