As dificuldades enfrentadas na luta pela saúde da mulher

O Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna pedem conscientização sobre o tema

No dia 28 de maio comemora-se o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. As datas foram estabelecidas para conscientizar sobre a importância dos serviços de prevenção e assistência dos distúrbios que envolvem a saúde do público feminino. Existem condições de risco que apenas as mulheres sofrem, porém, mesmo diante de condições que afetam os homens e as mulheres quase igualmente, elas encontram maior dificuldade na hora de obter tratamento.

O relatório “Mulheres e Saúde” da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta as diferenças nos serviços de saúde que as meninas e mulheres vivenciam. Uma imensa vulnerabilidade é exposta no momento em que o acesso ao atendimento ou informações é negado por uma questão de gênero. Infelizmente, os resultados disso para as mulheres são doenças evitáveis e óbitos prematuros. Essa é uma realidade que varia de acordo com as diferenças econômicas, sociopolíticas e culturais da região em que elas vivem. 

A luta para que os sistemas de saúde sejam capazes de atender as mulheres com qualidade reivindica a execução de reformas e ampliações que sejam elaboradas, preferencialmente, com o envolvimento e participação delas. Isso é necessário para que o acesso à saúde deixe de ser irregular e desigual. De acordo com a OMS, mais de quatro milhões de meninas com menos de cinco anos morreram de doenças que poderiam ser prevenidas ou tratadas em 2009. 

Mortalidade materna

A morte de uma mulher durante o período gestacional e até 42 dias depois do parto, como resultado de qualquer causa que não seja considerada acidental ou incidental, é classificada como morte materna. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 92% das mortes maternas ocorrem por causas que poderiam ser evitadas.

No mundo, todos os dias morrem em torno de 830 mulheres por complicações relacionadas a gravidez ou no momento do parto. Praticamente todos os óbitos (99%) acontecem nos países em desenvolvimento. Segundo a OMS, as principais complicações são hipertensão, hemorragias graves, infecções, complicações no parto e abortos inseguros.  

A saúde da mulher no Brasil

O Ministério da Saúde instituiu alguns programas para atender as mulheres no país. Um deles é o “Rede Cegonha”, que tem como objetivo reduzir a mortalidade materna e infantil, melhorando os cuidados durante a gestação, parto, pós-parto e primeiros anos de vida do bebê. Lançado em 2011, o programa qualifica os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante toda a gestação e puerpério. O programa também trabalha para garantir os direitos sexuais e reprodutivos dos jovens, com distribuição gratuita de diversos métodos contraceptivos.

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