Agência da União Europeia prevê possibilidade de vacina para o novo coronavírus em 2021

Previsão “otimista” foi feita pelo diretor de estratégia da Agência Europeia de Remédios

A Agência Europeia de Remédios (EMA) acredita que a vacina contra o novo coronavírus pode ser disponibilizada em um ano. Segundo eles, a previsão divulgada nesta quinta-feira (14)  leva em conta um cenário “otimista” diante dos testes que estão sendo executados no momento. 

Marco Cavaleri, diretor de estratégia da EMA, afirmou que a demora de pelo menos um ano é o que pode acontecer na melhor das hipóteses. Em uma videoconferência, o diretor informou que, caso os estudos ocorram como planejado, algumas vacinas podem estar prontas para serem testadas no início do ano que vem. O motivo, de acordo com ele, é a dificuldade de desenvolvimento das vacinas, que precisa começar do zero. 

Também foi descartada a possibilidade de pular a terceira fase dos testes para a vacina, quando ela é testada em humanos para avaliar os efeitos colaterais e a capacidade de imunizar. A agência reiterou a importância da forma de imunização ser segura e eficaz. 

No momento, existem mais de 100 pesquisas da agência procurando um tratamento eficiente para combater o coronavírus. Cavaleri acredita que algum desses pode ser aprovado ainda no verão do hemisfério norte (entre 20 de junho e 23 de setembro), mas não especificou quais seriam. 

União Europeia propõe campanha de financiamento global 

A União Europeia lidera uma iniciativa internacional para financiar pesquisas que buscam um tratamento efetivo contra a Covid-19. Durante o evento online para arrecadação de fundos que aconteceu no início deste mês, diversos líderes mundiais fizeram doações milionárias com a esperança de que tratamentos de imunização contra a doença sejam desenvolvidos o mais rápido possível. 

Os organizadores também incluem Reino Unido, Noruega, Canadá, Japão e Arábia Saudita, com apoio do Banco Mundial, da Fundação Bill e Melinda Gates e outros doadores privados. Os recursos serão destinados para organizações internacionais de saúde e pesquisa. A iniciativa tem como objetivo desenvolver um tratamento e garantir que ele seja disponibilizado para todas as pessoas. 

A China, país onde o novo coronavírus surgiu, e os Estados Unidos, região mais afetada pela Covid-19, não participaram das doações que já somam mais de 8 bilhões de dólares.

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